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História

CARRAGOZELA

Carragozela é uma pequena aldeia aparentemente igual a tantas outras; de ruelas estreitas, vida calma e de fraca densidade populacional. Mas, o seu passado engrandece-a e fascina os seus habitantes.

Segundo os mais antigos, Carragozela, tem as suas raízes históricas nos inícios do reinado de D. Afonso Henriques; diz-se que no início esta era uma quinta pertencente ao rei, que mais tarde fora doada a D. Urraca, sua filha; desta história não existem apenas palavras de pessoas idosas, mas também uma antiga casa hoje em degradação, situada no coração da aldeia.

Esta casa é então apelidada de casa Real. Apesar do seu avançado estado de degradação, ela ainda conserva o seu ar majestoso e nobre, transmitido através das suas portas e janelas, das suas colunas em granito assim como da sua escadaria que nos conduz até um enorme e imponente salão.

Esta casa (dizendo-se uma casa Real), para além das divisões normais, possui também uma pequena capela dedicada à N. Sra. da Conceição, da qual restam ainda alguns vestígios, como sendo: as pedras dos altares e os “michos”, nos quais se encontravam as imagens dos santos.

Mais tarde, uma das partes da casa foi convertida em capela da qual ainda existem vestígios, como marcas de uma cruz e talvez de altares aí existentes.

A pouco e pouco, e vivendo para servir gente nobre, se foi construindo uma pequena povoação que vivia única e exclusivamente ao serviço daqueles em cujas veias corria sangue Real.

Será, mo entanto verdade, que Carragozela tem estas origens? Nada podemos afirmar. Resta-nos um velho casarão, com uma inscrição em Latim que é dos únicos documentos vivos da civilização que por aqui passou e nos deu vida.

Lentamente se constituiu uma aldeia com gente humilde, que tirava da terra todo o seu sustento. Datá-la é difícil e mais difícil é ainda decifrar o significado das palavras que permaneceram até hoje na fachada principal da velha casa.

Passando de geração em geração e sendo habitado sempre por gente nobre, sabe-se que, o último a habitá-la foi um senhor chamado Dr. João Martins; mas quem era ele?

A casa tem-se no entanto conservado, passando de dono para dono estando até há bem pouco tempo ao serviço da comunidade.

Um dos seus salões foi reconstruído e aproveitado para local de ensaios da Filarmónica da terra, quando não existia nenhum outro local disponível para esta o fazer. Foi um local recreativo onde a população se reunia para ouvir “recitais” que habilidosos se dispunham concretizar. São testemunhos os painéis que existem pintados nas paredes e que serviam talvez de cenário aos teatros que aí se realizavam.

Para além disso, há ainda a referir uma capela um pouco retirada da aldeia, que em épocas passadas fazia parte de um convento da ordem de Avis. A capela é dedicada à Sra. das Neves.

Do convento existem ruínas como: paredes possuindo portas e janelas, bocados de um suposto corredor, que mais tarde foi aproveitado e reconstruído para alpendre da capela; existem também imagens de santos do Séc. XVII e XVIII. Deles, (ordem de Avis) nos ficaram vestígios como por exemplo: sepulturas e uma fonte onde possivelmente se iria buscar água necessária à sobrevivência.

VÁRZEA DE MERUGE

A sua origem remonta aos tempos da época pré-romana, tal como indica o topónimo de Meruge, com terminação em “uge”, vindo de origem ligúrica, ou os lugares da actual Ligúria.

Várzea de Meruge pertenceu ao termo da Vila do Casal até 1834. Depois pertenceu ao concelho de Ervedal até à extinção deste a 24.8.1855. A antiga freguesia, no termo da vila do Casal, era priorado da Ordem de Avis.

O repovoamento de Várzea de Meruge só se deu após a Reconquista, como o atestam as Inquirições de 1258.

Várzea de Baixo era pertença de Pedro Fernandes, doando a sua herdade à ordem de Aviz. Em 1273, D. Maior Afonso doa também à Ordem propriedades em Várzea de Cima e o padroado de Santiago de Várzea.

Álvaro Peres, por sua vez, oferece também uma quinta em 1280.

Só nessa data passou a pertencer ao concelho de Seia.

Na área da freguesia há vestígios de fortificações castrejas.

Foral Manuelino de Várzea de Meruge

Foi, há 500 anos, mais precisamente a 21 de Fevereiro de 1514 que D. Manuel concedeu a carta de foral a Várzea de Meruge. A atribuição do foral foi certamente algo que na altura terá representado muito para os nossos antepassados. Ficou o marco no pelourinho e, quiçá, na alma de cada Varzeense.

Por consideração e homenagem a todos os que, ao longo destes anos, fizeram chegar mais longe o nome da nossa terra, resolvemos assinalar devidamente esta data, afinal, não é todos os dias que se assinalam 500 anos.

 

Certos de que foram muitos os forais que D. Manuel atribuiu, e de que não temos meios para festejos ao nível de uma cidade ou mesmo vila, entendemos que a História é para ser honrada, e assim o faremos, para que as gerações futuras continuem a enaltecer o nome de Várzea de Meruge.



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